Conto erótico por Isadora Stentzler, a garota da roleta sexual

Postado Em: Curiosidades | 1

Conto erótico por Isadora Stentzler

Seja bem-vindo à nossa seção de contos eróticos. Neste conto erótico a jornalista e fotógrafa Isadora Stentzler deixa o mundo proibido e nos transporta ao universo livre da não censura com mais um conto erótico de tirar o fôlego e que nos faz viajar entre as linhas de um conto erótico mais do que picante e provocante. Passeie pelo mundo do conto erótico escrito por quem realmente é mestre em narrar a vida em que tudo é possível, se você deixar se levar. Confira!

Conto Erótico Por Isadora Stentzler

Porra! Não eram quatro horas e desligaram a música daquela pocilga. Eu estava bêbada e com energia para dançar até o sol nascer e se pôr de novo. Os dias não estavam fáceis e suar por uma noite inteira era a melhor maneira de se livrar dos transtornos mentais. Não queria uma foda. O que era estranho. Já tentava há dias me policiar para não sair de casa com expectativas de transa, pois os bons frutos da noite anterior nem sempre são vistos na de hoje. Mas era sábado e sábado pedia uma extravasada.

Como parece que tudo na minha vida gira em torno disso, teoria do caos ou não, a pausa no som me fez ouvir o universo ecoar: vá transar, caralho! O que era preferível a invocar um demônio ou usar minhas mãos quando chegasse torta em casa. Xinguei o DJ, que mal levantou a cabeça para mim e me dirigi a saída, tirando o quinto último cigarro do maço e pensando que não era capaz de cumprir nenhuma das minhas metas. Porra, nem uma noite de sábado sem trepar? Não que uma transa fosse ruim, mas é que nem tudo se resolve na interação com outro corpo nu.

Encostei-me no muro do bar e fiquei olhando os transeuntes. Alguns saíam com porra entre as pernas e em outros dava para sentir o cheiro de foda. Mas quem aquela altura estaria só para se meter em algum beco e me fazer gozar? Pensava, tragando aquele cigarro. Estava a beira de desistir. Poderia sair andando e ver o sol nascer, meter a mão pela calça como nos velhos tempos e lançar meu gemido ao universo. Eu e minha boceta nos entendíamos muito bem e isso não seria um problema. Minha mão já me deu mais prazeres que machos afobados.

Só que caminhar para isso não seria uma boa. Meti a mão no sutiã para pegar o dinheiro pro taxi, já desdenhando o sexo e me voltando pro plano inicial de passar a madrugada do domingo só comigo. Porcaria! O dinheiro não estava ali. Deve ter caído enquanto dançava agarrada nas garrafas ou quando fui mijar e joguei água na cara. Uma grande merda. Sem músicas, sem foda, sem dinheiro. Não deveria ter saído de casa.

Pensei em fumar o quarto último cigarro ainda ali na porta e depois sair. Não tinha mais nada para fazer que não perder esse tempo. Estando um pouco tonta, dava para disfarçar com a cara fechada e o braço lateralmente apoiando na parede. Fui pegar a carteira para sacá-lo e uma lata vazia acerta minhas costas.

– Porra, caralho! Que tá rolando aqui? – a maldita me atingiu em cheio e eu me enfureci. Era uma merda de vida.

– Nossa, desculpe! Eu estava mirando o lixeiro.

– Me acerta a lata e me chama de lixo. Vá se ferrar!

– Não, não é isso! – e que porra, não consegui mais prestar atenção quando notei os olhos verdes de quem falava isso. Era uma garota franzina, loira, não devia ter mais que 1,65 de altura. Usava um cinta liga que torneava as pernas, deixando as tiras aparecerem na parte da cocha que não era coberta pela saia. Fabulosa! E estava se desculpando com uma voz amedrontada e eu não tive como não pensar em outra coisa que não em foder aquela criatura.

– Relaxa. Tá tudo bem. Foi só o susto.

– Me diga que eu possa fazer algo pra compensar. Eu realmente…

– Relaxa – o quê você está falando? Você quer foder essa menina, não diga relaxa. Peça uma companhia pra casa, um troco pro táxi ou fale que a chupará até as pernas dela amolecerem – quer dizer. Você tá de carro aí? Acho que será meio foda ir andando depois da pancada – e coloquei a mão nas costas como uma idosa que não consegue mais suportar o próprio peso.

A verdade é que achei que viria uma resposta saudosa e cheia de tesão, mas foi algo como “meu namorado está e ele te leva”. Água no meu fogo. Decidi me aquietar e aceitar a carona. Chamaram mais um amigo e eu um pouco atordoada só olhava aquilo como o pior dos jeitos que se poderia terminar uma noite. Pelo menos tinha a carona.

No carro, o casal à frente e eu e o camarada atrás. Não dei papo. Fiquei olhando a garota loira fantasiando o que faria com ela se tivesse a chance de deixá-la nua. Beijaria sua boca, descendo pelo pescoço aos seios, lambendo seus mamilos e chegando à sua boceta. Com a língua faria seu clitóris dançar e usaria os dedos de uma das mãos para a penetrar suavemente enquanto a excitava. Isso estava nos meus planos desde que a vi. Podia ouvi-la gemendo e se contorcendo acima de minha cabeça. Era tão real que já sentia minha boca molhada com sua seiva. Mas ela estava ali, toda trajada enquanto a fodia mentalmente.

– E se formos lá pra casa? Tenho umas cervejas gelando – quebrou o silencio o rapaz sentado ao meu lado.

– Acho uma baita ideia! – adiantei minha opinião, maliciando o que poderia fazer com aquela garota se me desse uma chance.

– Você já está bêbado, Luiz. Você fica um porre bêbado.

– Mas quem não fica? – retruquei o namorado da garota que não tinha ares de ser um par e tanto – ah, vamos. Minha noite seguiria outro rumo se não tivessem me acertado aquela lata.

– Márcio, você é que está sendo o chato. O que mais poderíamos fazer a essa altura senão beber?

– Pega a esquerda na próxima e já era.

Márcio era um babaca. Era só a ideia das cervejas e a garota loira que me mantinham animada.

Poucos minutos e paramos numa casa verde, cercada por grades brancas. Não era muito grande e estava em um caos só um pouco pior que a minha, por isso não me atentei às cuecas e camisas ao chão.

Luiz entrou e foi direto à geladeira, voltando à sala com um fardo de 12 cervejas, três para cada. Pegou mais um whisky e derramou em um copo de plástico, sem gelo.

– É no cowboy aqui.

– Se acha mais homem por isso?

– Eu me acho mais homem por ter duas mulheres lindas na minha casa.

– Eu falei que você fica um porre, cara. Quantas vezes vai dar em cima da Gabriela? – ah, chamava-se Gabriela. Queria não esquecer esse nome com quem já fantasiara tanta coisa.

– Não tô dando em cima, dar em cima seria se eu fizesse isso – e deu um beijo na mulher que estava sentada entre os dois caras no sofá.

– Porra, Luiz!

– Ah, para, cara. Ela curtiu! – e se ria Gabriela após largar Luiz.

– E se jogássemos um jogo? – disse ela limpando as rasuras do batom e ignorando os acessos de Márcio.

– Qual jogo?

– Roleta sexual.

– Porra! Mas só estamos em quatro. Não vou virar minha bunda pra esses dois caras.

– Mas a gente pode adaptar.

– É sério, não vou foder sem ver o brinquedo deles. Já com você foderia numa boa.

– Pra quê jogos se podemos nos provar sem regras aqui – sentenciou Luiz, que sempre aparecia com essas boas ideias. Reparei que a cerveja havia terminado e só uns poucos goles de whisky restavam intactos. Alcancei o copo onde estava e o tomei:

– Pra isso não precisamos de roupas, não é? – e comecei a despir-me na sala.

Márcio levantou calado, tirando as roupas como os demais e apagando as luzes.

Fui até Gabriela e a beijei primeiro, enquanto Márcio percorria meu corpo com as mãos. Aquilo era excitante e eu enfim sentia a boca daquela garota. Seu beijo era quente e nossas línguas juntas me deixavam molhada. A empurrei levemente para trás a fim de deitá-la. Era um sexo grupal, mas para mim só existia aquela garota ali.

Márcio me tocava com tesão. Fiquei de quatro beijando Gabriela no chão enquanto ele me chupava e acariciava meus seios. Não conseguia ver o que Luiz fazia, mas pelo remexer do corpo de Gabriela estava excitada.

Larguei sua boca e vivi meu desejo do carro. Desci por seu pescoço de pele alva, dando leves chupões de um tanto q não deixasse marca até chegar aos seus seios. Ela tinha piercings nos mamilos e aquilo era maravilhoso de se ver e sentir com minha língua em movimentos circulares. Beijei a barriga e cheguei em sua boceta, expulsando Luiz, que veio atrás de mim para encaixar-se. Gabriela chupava Marcio e eu a iria chupar agora. Luiz atrás de mim me enchia de tesão e me comia de um jeito que me fazia gemer alto. Mas queria era ouvir Gabriela gritar por meu nome enquanto me enfiava por entre suas pernas.

Lambi toda sua boceta, conhecendo-a por inteiro. Depois coloquei meus dedos em seu clitóris o estimulando. Tirei a mão e com dois dedos entrei em Gabriela. Mesmo com o pau de Marcio na boca ouvi-a estremecer. A menina começou a rebolar em minha cabeça e eu tive certeza de que estava tão prazeroso pra ela quanto pra mim. Movia minha língua rapidamente e pressionava meus dedos dentro dela. Outras feitas dava leves mordidas, fazendo-a sentir sensações diferentes vindas da sua vênus. Que menina! Luiz deu uns tapas em minha bunda e quis que eu saísse da boceta de Gabriela para entrar nela. Enrijeci as pernas, embora estivesse muito excitada, e não me movi. Não sairia dali. Ele e Márcio que se entendessem em algum canto.

Logo senti Gabriela retraindo o quadril e puxando suas pernas para cima. Elas endureceram e seus pés curvaram-se. Ela iria gozar na minha boca. Notei que Luiz lambia seus mamilos e de tão inútil se masturbava, deitado sob os peitos da garota. Marcio a beijava na boca. Ela era uma deusa e nós seus súditos dando-lhe prazer.

Márcio afastou-se um pouco e ela começou a gemer mais alto, ofegante. Ergueu sua cabeça e estava para expelir um demônio pela vagina. Apoiou suas mãos atrás e mexia o abdômen. O silencio daquela sala foi então rompido com aquele berro: aaaaaaaaaaaaaaaaaaahhh! Ela gozou. E gozou em mim. Dei beijos na sua boceta ultrassensível. Ela fechou as pernas e virou-se pro lado. Marcio e Luiz eram dos babacas assistindo a cena e largados de pau na mão. Eu estava cansada. Não havia gozado, mas nem queria. Deitei perto de Gabriela e mirei seus olhos verdes.

– Vão ficar de amorzinho agora?

– Vá se foder, Luiz! – gritou Gabriela.

– Tô tentando. Porra, o jogo não era pros quatro?

– Acho que as regras mudaram, cara. Ou se arrume com o Márcio. Não to afim.

– Márcio?

– Claro que não, Luiz! Chega pra lá.

– Então será isso mesmo? Inveja de você, Gabriela – disse com ar irônico arrancando um largo sorriso da garota, que ainda me olhava.

– Deita aí com a gente.

– Eu só preciso fumar um cigarro. Alguém tem?

– Os meus acabaram – sussurrou Márcio.

– Talvez eu tenha – disse – Tentava pegar um quando me acertaram. Mais alguém quer além do Luiz?

– Eu quero.

– Também.

Todos queriam. Depois de uma foda o cigarro desacelera e em cada tragada você sente seu corpo encaixar-se de novo. Peguei minhas calças e meti a mão nos bolsos de trás. Saquei a carteira: quatro cigarros. Olhei para nós. A porra daquela cerveja me atingiu na hora certa.

Fumamos e largamos as bitucas no copo de whisky vazio.

Adormeci em seguida, acordando com os braços de Gabriela sob mim e vendo Luiz e Márcio nus em outra ponta.

É, cara, precisava parar com essa de foder por aí.

Vesti-me e saí em silêncio.

Preferia ficar com lembranças de Gabriela do que tê-la de novo acompanhada por aqueles dois inúteis.

Conto Erótico Por Isadora Stentzler

Isadora Stentzler é escritora, jornalista, fotógrafa e cronista. Aprendeu com Bukowski a narrar a vida sem censuras e nos presenteia a cada dia com contos eróticos bastante provocantes.

Você também pode enviar o seu conto erótico para nossa equipe. Teremos o maior prazer de publicar seu conto erótico assim que você nos mandar. Libere a sua imaginação e envie o seu conto erótico para o e-mail [email protected] e torne-se você também um contista do nosso site escrevendo conto erótico.


  1. Anônimo

    VOCE E UMA MULHER MUITO BONITA E ATRAENTE IMGINA EU DO SEU LADO AI NA CAMA O QUE IRIA ACONTER ATE NO OUTRO DIA.

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